A esofagectomia é o termo utilizado que se refere à cirurgia de remoção total ou parcial do estômago, um órgão tubular que leva o alimento da boca ao estômago.

No caso do câncer de esôfago, além do próprio esôfago com o tumor, também são retirados os tecidos e os gânglios linfáticos ao redor dele, para onde o câncer tem possibilidade de se espalhar.

Para que o paciente continue se alimentando pela boca, após a cirurgia de esofagectomia, o cirurgião oncológico, cria um tubo com o estômago remanescente e faz uma ligação deste com o esôfago residual saudável no tórax ou no pescoço.

A esofagectomia pode ser realizada com cortes (incisões) no pescoço, tórax e abdômen (transtorácica) ou pescoço e abdome (transmediastinal).

Existem duas formas principais de abordagem na esofagectomia, a aberta (convencional) e a minimamente invasiva (vídeo laparoscopia). As principais vantagens desta última técnica são, além de melhor resultado estético (já que teremos menores cicatrizes), menor sangramento, menos dor, menor tempo de internação hospitalar e menor incidência de complicações.

Como qualquer cirurgia, a esofagectomia pode levar a complicações incluindo: pneumonia, rouquidão, refluxo esofagogástrico, arritmia cardíaca e fístula (vazamento da ligação feita entre o esôfago e o estômago).
Por se tratar de um procedimento extremamente complexo, os estudos têm demonstrado que os resultados de curto (incidência de complicações e mortalidade) e de longo prazo (tempo de sobrevivência após a cirurgia de esofagectomia) estão diretamente relacionados à experiência do cirurgião com este tipo de procedimento.

Caso você tenha a indicação para o procedimento de esofagectomia, procure um cirurgião oncológico com experiência nesta cirurgia.

 

Dr Flavio Sabino – Cirurgia de Câncer de Estômago e Esôfago

Coordenador do Grupo de Câncer de Esôfago do Inca

Cirurgião da Seção de Cirurgia Abdômino-pélvica do Inca

Cirurgião do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro